Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp.
Ele desafia sua história com habilidade de mestre. Um Rabelais percorrendo o mundo noir? A divina sujeira? A maravilhosa sordidez? Um acerto de contas com a arte? Uma homenagem? Uma reflexão sobre o fim da vida? E tomara que a morte estivesse linda, gostosa e sexy – como está nesta história – quando encontrou o velho Buk poucos meses depois de ter posto o ponto final nesta pequena obra-prima.
Pulp é o último livro de Charles Bukowski e conta a história de Nick Belane, um detetive que vive no submundo de Los Angeles e que não faz nada para dar glamour a sua profissão. Não usa aparelhos de escutas ou disfarces, mesmo assim sua vida é uma cheia de acontecimentos estranhos: ele conversa com a morte e com alienígenas.
Um nelo dia, Belane está em seu escritório detonado quando uma mulher maravilhosa aparece. Ela afirma ser a Morte e determina um trabalho: procurar Céline, escritor que já teria falecido, mas que aparentemente ainda está perambulando por aí. Enquanto investiga Céline, outros casos surgem, até conspirações alienígenas.
Não só por ser o último livro do Buk, mas pela relação entre os personagens, como a dona morte; parece uma representação do que Bukowski estava passando com sua doença, uma relação com sua morte.
Assim como outros livros de Charles Bukowski, a história é irônica e contém um pouco de acidez.

Oi
ResponderExcluirjá escutei falar desse autor, mais ainda não li nada dele. esse livro parece ser até interessante, e com mistério.
momentocrivelli.blogspot.com.br